terça-feira, 7 de outubro de 2008

eleições 2008



Quais as decisões que o senhor julga urgentes para São Paulo?
Continuar investindo e avançando nas minhas prioridades: saúde, educação e transporte Público. São urgências permanentes que compõem as grandes linhas mestras da minha administração. Projetos e políticas coerentes de uma gestão que, começando com Serra prefeito, acabou com as taxas da ex-prefeita Marta Suplicy, tirou a cidade do caos da saúde, pôs a educação nos trilhos, pagou os credores, recuperou as finanças e está investindo, de verdade, no metrô, na entrega de remédio em casa, nos dois professores em sala de aula, na reurbanização de favelas, recapeamento e asfaltamento.Está tudo pronto e perfeito? Claro que não. E o desafio é melhorar ainda mais. São Paulo tem urgências nascendo todo dia, se o administrador não for firme, se bobear, tornam-se crônicas.
Como a cidade suja, poluída - que hoje está de cara nova. Urgências também são enfrentadas com soluções heterodoxas.Qual questão pretende atacar de imediato, caso seja eleito?
Saúde, educação e transporte público. Saúde e educação estão nos trilhos, mas precisam de expansão e aperfeiçoamento, tanto de equipamentos como na prestação dos serviços. A demanda cresce continuamente, mas estamos trabalhando. No transporte público, além dos 6 mil ônibus novos, dos novos corredores com pontos de ultrapassagem, da modernização da CET, do maior programa de asfaltamento e recapeamento da América do Sul, estaremos aplicando, até o final do mandato, 1 bilhão de reais no metrô. Nenhum prefeito terá investido tanto na história de São Paulo.Minha gestão aplica 50% do orçamento em educação e saúde. A lei manda aplicar 15% do orçamento em saúde. Eu aplico 20%. Isso é prioridade de verdade, porque prioridade sem verba é lero-lero. Depois de 18 anos, a cidade ganhou dois novos e grandes hospitais (em Cidade Tiradentes e no M’Boi Mirim), 110 AMAs, 217 novas escolas (sendo 25 CEUs até o final do meu mandato). Na saúde, podemos avançar no atendimento de especialidades. Até o final do ano serão dez AMAs de especialidades. Acabei de vez com as salas e escolas de lata e estamos trabalhando duro para eliminar o turno escolar das 11h às 15h, o chamado “turno da fome”.
Atualmente, o problema mais discutido na cidade é, sem dúvida, o caos no trânsito. Só há um caminho: oferecer transporte coletivo de qualidade para estimular as pessoas a deixar seus carros em casa. Nenhuma cidade pode funcionar com 4 milhões de veículos circulando ao mesmo tempo. Se os prefeitos que me antecederam tivessem feito o mesmo investimento em metrô (leia acima), hoje São Paulo teria 60 km de linhas a mais, o dobro da rede atual. E certamente a situação estaria muito melhor.Além disso, tomamos uma série de providências para melhorar a fluidez do trânsito. Uma decisão importante foi a restrição dos caminhões no centro expandido. Era uma situação absurda, milhares de caminhões convivendo no horário comercial com os carros de passeio. Nenhuma cidade comporta essa situação. E o trânsito melhorou. É possível perceber que houve uma redução sensível e uma melhora da fluidez. Estendemos a medida às marginais.Os caminhões também passaram a respeitar o rodízio no centro expandido. As empresas se adaptaram, refizeram sua logística e hoje tenho certeza todos concordam que São Paulo melhorou.Também recuperamos a CET, que encontramos sucateada. Contratamos guinchos. São Paulo hoje conta com 50 guinchos. Contratamos novos guardas de trânsito, os marronzinhos. A partir de agosto, 250 novos marronzinhos passam a trabalhar nas ruas de São Paulo. Investimos na recuperação dos semáforos inteligentes, que estavam “burros”.
De acordo com nossos leitores e usuários do sistema, o transporte público oferece um número reduzido de veículos e boa parte deles em péssimo estado de conservação.Não é verdade. Nossa gestão entregou 6 mil ônibus novos, uma quantidade extraordinária. Nunca uma gestão entregou tantos ônibus novos à cidade de São Paulo, que hoje possui 15 mil coletivos. O problema não é a falta de ônibus, mas fazer com que eles andem mais rápido. Para isso são necessários corredores de verdade. Não basta separar uma faixa da pista. São necessários pontos de ultrapassagem e um sistema para que o ônibus circule praticamente sem paradas, como fizemos no Expresso Tiradentes, que já possui 8,5 km funcionando e quando estiver totalmente concluído terá 32 km de extensão, ligando o centro à Cidade Tiradentes. Outro corredor como deve ser feito é o que estamos construindo na Celso Garcia, que ligará a zona leste ao Centro. Com 25 quilômetros, ele possuirá pontos de ultrapassagem e um sistema de semáforos e cruzamento inteligentes para que os ônibus circulem quase sem interrupção.Nós também melhoramos muito o Bilhete Único. Primeiro, estendemos o benefício para os trens e para o metrô. Isso já foi um ganho muito importante para quem usa o transporte coletivo na cidade. E mais recentemente estendemos a validade do bilhete de duas horas para três horas. Esse conjunto de medidas torna mais atraente o transporte coletivo e estimula as pessoas a deixarem seus carros em casa. Não há outro caminho para reduzir o trânsito e melhorar a qualidade do transporte público na cidade.
O que o senhor pensa da Lei Cidade Limpa? Pretende mantê-la? Modificá-la?Naturalmente sou um entusiasta. Quando sugeri a proibição total de cartazes e propaganda externa na cidade, ninguém acreditou que daria certo. São Paulo, que era uma das cidades mais poluídas visualmente no mundo, hoje é modelo. Mais de cem delegações, muitas estrangeiras, já vieram estudar nosso combate à poluição visual. É uma lei que deu certo, que tornou São Paulo mais humana. É uma conquista extraordinária e com aprovação fortíssima dos paulistanos.A lei vai continuar com todo o rigor. Admito, porém, que nas paradas de pontos de ônibus é possível fazer uma concessão bem organizada, que permita a colocação de alguma propaganda de dimensão adequada e que isso reverta em recursos financeiros expressivos para a prefeitura, que serão usados para oferecer conforto para os usuários de ônibus.

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